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BRUXAS DO MUNDO MEDIEVAL E ATUAL

  • 13 de mar. de 2021
  • 6 min de leitura

Atualizado: 26 de mar. de 2021


(Duncan1890)


Milhões de mulheres foram julgadas e executadas sob acusação de prática de bruxaria na antiguidade. Anos depois a igreja e o governo admitiram que teriam julgado erroneamente grande parte dessas mulheres e que muitas delas teriam sido assassinadas por engano. Na grande maioria, as pessoas acusadas eram mulheres brancas e negras, católicas ou não, que praticavam seus conhecimentos ancestrais como curandeiras, parteiras e etc.

A perseguição religiosa foi um ato de misoginia da igreja católica, no período com maior poder político, para controlar pessoas através dos valores punitivos em julgamentos públicos, difamação, torturas, assassinatos, corrupção e outros. A principal ideia era coagir e subornar pessoas em casos pequenos e isolados, além de calar e controlar o medo coletivo que boatos geraram em determinadas regiões com a feminização de ações vindas de mulheres pobres, viúvas e outras, já que lendas e misticismo se espalhava sobre a prática de paganismo, satanismo e tudo isso junto.


A falta de conhecimento sobre muitas doenças e a escassez do tratamento destas, fez com que alguns sintomas graves fossem confundidos com encantamentos de feitiçaria. Os médicos, em sua maioria homens, não tinham conhecimento sobre novas contaminações, doenças agudas e/ou crônicas e associavam todo e qualquer sintoma fora do comum como casos específicos de magia negra e práticas satânicas e isso foi estereotipado em mulheres que praticavam sua própria medicina, que durante muito tempo não puderam estudar e praticar medicina por puro machismo.

Poucas mulheres tinham acesso a conhecimento de altos níveis que eram dispostos aos homens, muitas nem mesmo sabiam ler e/ou escrever. Devido a isso, todas as práticas de cura que não fossem feitas por médicos formados e homens, eram considerados ruins e "ilegais" e considerado bruxaria. Como a maioria das conhecedoras de tratamentos mais humildes eram mulheres, a maioria delas foram julgadas e assassinadas como bruxas. Muitas dessas mulheres foram torturadas por dias e sem pausas, por pressão ou quando coagidas, confirmavam as acusações mais absurdas, dando início a "Caça às Bruxas".


"No Evangelho das Bruxas, temos, no mínimo, uma descrição fiel da doutrina e dos rituais durante os sabás. Elas adoravam divindades proibidas e praticavam atos ilícitos, inspirados tanto na rebelião contra a sociedade quanto em suas próprias paixões”. - Charles Leland (https://seuhistory.com)

BRUXAS INGLESAS


Velha Mãe Madge, Margery Jourdemayne foi uma curandeira de origem bastante humilde com especialidade em feitiços de amor e fertilidade que teve como amigos e colegas grandes nomes da astronomia, medicina e acadêmicos. Foi assassinada sob acusação de conspiração contra o rei Henrique VI junto a Duquesa de Gloucester e sob relatos de prática de necromancia (ressuscitar mortos), queimada viva em Londres no ano de 1441.


Elizabeth Clarke já idosa e aleijada de uma perna, foi acusada de copular com o diabo. Perseguida e enforcada em 1645 após "confessar" seus "pecados".


Agnes Waterhouse foi uma das primeiras mulheres acusadas e executadas por prática de bruxaria no início do período moderno. Era conhecida também como Mãe Waterhouse. Agnes confessou possuir um gato chamado Satanás a quem ofertava e alimentava com seu próprio sangue para que o gato matasse vacas, gansos, javalis e outros animais de seus vizinhos. Acusada de possuir super poderes, Agnes foi enforcada na Grã-Bretanha sob a acusação de bruxaria no ano de 1566.

Gwen Ellis foi a primeira mulher enforcada sob acusação de praticar bruxaria no País de Gales, após presenciar adultério. Era herborista e curandeira.

Ursula Southeil, Mãe Shipton era retratada como uma mulher de idade avançada com uma cabeça desproporcional ao corpo, olhos esbugalhados e vermelhos como brasa, braços e pernas tortos, de bochechas magricelas e presas de javali. "Shipton" cujo significado é "Bastarda do Diabo", foi uma grande profetisa e feiticeira de Yorkshire. Foi acusada de praticar bruxaria e magia negra e de seduzir um homem para desposar.

Joan Peterson ou Bruxa de Wapping foi uma curandeira acusada de aprender magia negra com um esquilo falante. Acusada de envenenamento e estranheza, foi enforcada em 1652.


Alizon Demdike de família católica fora enforcada junto da mãe, avó e vizinhas em Lancashire no ano de 1612, ficaram conhecidas como "Bruxas de Pendle". Sua avó era uma curandeira bastante conhecida na região. Alice Molland foi a última mulher executada sobre acusação de bruxaria na Inglaterra, foi enforcada em 1685 na cidade de Exeter.



BRUXAS ESCOCESAS

Jane Wishart acusada de dezoito ações na prática de bruxaria como feitiços, causa de doenças de vizinhos, induzir cães ferozes a atacar crianças e animais, junto ao filho acusado de comandar um grupo de bruxas. Foi estrangulada e queimada na Escócia no ano de 1597.


Helen Duncan alegou ter recebido a visita do espírito de um marinheiro inglês em 1941, foi condenada a nove meses de prisão pelas acusações sobre a "Lei de Bruxaria". Acusada de bruxaria, foi morta em Edimburgo na Escócia no ano de 1956.

Margaret Barclay foi uma das tantas mulheres acusadas e executadas na Escócia nos séculos 17 e 18 sob acusação de prática de magia negra. Foi morta por estrangulamento e queimada por possuir poderes mágicos que controlavam o clima.

Isobel Inch se jogou da torre onde ficou aprisionada após dias de interrogatório e torturas. Isobel Gowdie confessou ser uma bruxa e é conhecida até hoje por ter feito quatro confissões detalhadas das práticas de bruxaria e delatado cerca de quarenta pessoas que praticavam bruxaria que foram também condenadas, foi assassinada em 1662.


"Bruxa de Lynn" era uma vidente escocesa que foi acusada de falar com a rainha das fadas e curar doentes e gatos, estrangulada e queimada sob acusação de invocar servos do Diabo, Bessie Dunlop, Escócia.


Gillis Duncan havia começado a exibir uma capacidade de cura milagrosa e se esgueirava para fora da casa durante a noite. Não podendo explicar a sua habilidade de cura e os seus comportamentos estranhos e noturnos confessou sob tortura ser uma bruxa, delatando diversos homens e mulheres.



BRUXAS AFRICANAS


Tituba era uma escrava negra acusada de bruxaria e por pratica de vudu (pratica tradicional da África Ocidental) umas das primeiras acusadas, julgadas e executadas no "Julgamento das Bruxas" em Salém, Massachusetts no ano de 1692. Coagida a confessar praticar feitiçaria, bem como falar com o Diabo, Tituba deixou a cidade de Salém em caos ao insinuar que o próprio Satanás estava entre eles.


BRUXAS BRASILEIRAS


Ursulina de Jesus foi acusada pelo próprio marido de retirar sua virilidade para que não tivesse filhos. Foi executada sob acusação de uso de magia, bruxaria e heresia, queimada viva em praça pública no Brasil no ano de 1754.


Maria da Conceição foi condenada sob acusação de prática e uso de magia e bruxaria, por produzir remédios e poções para atrair homens, foi assassinada na fogueira no Brasil no ano de 1798. Fabiane Maria de Jesus, retratada pelos vizinhos como sequestradora de crianças para práticas de bruxaria e rituais de magia negra foi linchada na rua por uma multidão, espancada até a morte no Brasil no ano de 2014. Teve sua inocência no caso comprovada dias depois de sua morte, não era culpada pelos sequestros.


BRUXAS AO REDOR DO MUNDO


Joana D' Arc foi uma católica fervorosa acusada de bruxaria pela igreja. Ela afirmava conversar e ver o próprio Deus cristão e de ter visto também algumas santas. Acusada de bruxaria e heresia foi queimada viva em praça pública na França.


Hipátia foi uma neoplantonista e filósofa, primeira mulher matemática, chefe da escola platônica em Alexandria, lecionou filosofia e astronomia. Foi condenada por bruxaria e heresia, assassinada por uma multidão cristã, foi arrastada pelas ruas até uma igreja e lá foi torturada, morta e posteriormente lançada na fogueira em Alexandria, Egito em 415.


Angèle de la Barthe foi acusada de ter relações sexuais com o Diabo e de ter parido um "bebê monstruoso". Foi queimada viva em Toulouse, na França.


Agnes Bernauer envolveu-se amorosamente com Duqye Albert III com quem se casou em segredo, com o matrimônio negado pelo rei foi presa por conspiração, prática de bruxaria e feitiçaria. Foi jogada no rio Danúbio e morreu afogada na Alemanha no ano de 1435.

Sipinpoika Rasmus foi acusada de feitiçaria e bruxaria e foi decapitada em Loimaa na Finlândia.

Blanca Severo Luna foi acusada de usar magia negra por ter visões, falar com mortos e fazer previsões junto das três filhas que fugiram da execução. Foi acusada também de ser visitada por demônios e por fazer poções para sedução, cura e morte. Sob tortura, confessou que suas filhas eram um demônio e foi condenada, morrendo queimada viva em praça pública em Granada, Espanha.


Anna Koldings foi acusada de causar tempestades e foi apontada como bruxa. Sob tortura, confessou as acusações de que havia enviado pequenos demônios para o mar para afundar o navio do Rei James VI, além de ter sido muito visitada por uma bruxa perigosa apelidada como "Mãe do Diabo". Foi executada na fogueira em praça pública em Copenhague na Dinamarca.


Giovanna Bonanno foi uma mendiga viúva acusada de vender poções e venenos para mulheres que tinham intenção de matar seus maridos. Foi enforcada em Palermo, na Itália.

 
 
 

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