MARY HALLETT: A BRUXA DE EASTHAM
- 23 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de mai. de 2021

Mary Hallett viveu em Eastham, Massachusetts nos Estados Unidos colônia entre 1600 e 1700, durante a Era de Ouro dos Piratas. Pelo que se conta, Mary era uma jovem de longos cabelos claros, alta, muito elegante e atraente, características que despertaram interesse de um dos maiores e mais famosos piratas da época, Samuel Bellamy, ou como era popularmente conhecido "Black Sam Bellamy", por quem se apaixonou profundamente.
Mary era filha de fazendeiros e tinha uma vida cômoda e de abundância, enquanto Bellamy era apenas um pirata envolvido em pequenos roubos, na época ainda sem nenhum reconhecimento. Os pais de Mary não acreditavam que ele pudesse ser um bom partido para a filha e desaprovavam o relacionamento, que acontecia às escondidas.
Sam prometeu à Mary que seria conhecido e que voltaria com muito ouro para desposá-la, mas nada aconteceu como planejado. Bellamy navegou com grandes nomes como Edward Thatch, o famoso Barba Negra e Benjamin Hornigold durante meses seguidos pelo Cariba e mal sabia que havia deixado Mary grávida para trás, que escondeu a gravidez até o último mês de gestação já que mulheres que engravidavam sem casar eram rechaçadas e deserdadas por suas famílias.
Ela não conseguiu manter o segredo por muito tempo, ainda que mal falada e sofrendo as consequências de uma sociedade machista. O tempo passava e Bellamy não voltava como havia prometido. Por um infortúnio, o bebê de Mary faleceu com poucos meses de vida e como regra da época, foi acusada de matar o próprio filho, sendo expulsa da cidade.
Tornando-se uma reclusa, abandonada pelos pais e irmãos, Mary viveu anos em uma cabana abandonada em Wellfleet, sempre à espera de Bellamy, que por infelicidade do destino, embora essa informação nunca tenha chegado até ela, havia morrido em um náufrago.
Muitas lendas contam que Mary vendeu sua alma ao Diabo, outras dizem que enlouqueceu com a perda do filho. Ficou conhecida como a Bruxa de Eastham devido às condições precárias na qual vivia, crianças eram proibidas de falar com ela e muitos dos moradores da cidade jogavam pedras e a amaldiçoavam.
Conta-se que ela tinha o hábito, talvez até mesmo pela loucura, de andar por toda a praia à espera de Sam, o que a tornava ainda mais vítima de julgamentos e perseguições, sendo acusada de amaldiçoar navios, provocar tempestades como forma de se vingar do ex companheiro.
Pouco se sabe sobre o fim de Mary, ainda que existam diversas teorias, mas sabemos que estamos diante de mais uma de tantas histórias de misoginia.








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